Postagens populares

terça-feira, 20 de setembro de 2011


1. Microcomputador
Um micro do padrão PC é constituído por  um conjunto de placas  e interfaces  interconectadas,
produzidas pelos mais diversos fabricantes. Muitos usuários acham que a caixa metálica onde o
micro está alojado é que é o computador, mas isto não é verdade. O gabinete do micro serve tão­
somente para abrigar todo o conjunto.
Outro equívoco muito comum é pensar que somente o processador da máquina (ex: Pentium 4,
Pentium III, Athlon, Duron, etc.) define se o seu PC será bom ou ruim. Escutamos em nosso dia­a­
dia “tenho um Pentium 4”, “vou comprar um Athlon”, etc., mas indicar somente o processador do
micro – apesar de ser alguma referência – no final não quer dizer muita coisa.
Isso ocorre porque não é só o processador escolhido que determinará o desempenho e a qualidade
do  seu  micro. A placa­mãe, tipo  de memória  RAM, disco  rígido, placa  de vídeo  e os  demais
componentes do micro também influem diretamente no desempenho e qualidade do seu PC.
O ponto de partida para a escolha de qual micro montar é realmente a escolha do processador. A
escolha   das   demais   peças   do   micro   é   tão   importante   quanto   à   escolha   do   processador,   mas,
infelizmente, poucas pessoas dão a devida atenção ao restante da lista de compras.
Para você ter uma idéia mais concreta do que estamos falando, uma placa mãe topo de linha tem um
desempenho muito superior ao das placas­mãe mais baratas, chegando a fazer  com que o micro
tenha um desempenho muitas vezes 20% superior. Isso significa o seguinte: se você montar um
micro com um processador topo de linha, mas usando uma placa­mãe de baixa qualidade (isto é, a
mais barata que você encontrar), poderá obter no final das contas um desempenho inferior inclusive
ao de um micro equipado com um processador inferior, teoricamente mais lento.
Ao comprar  qualquer  material de hardware, exija todos os manuais, cabos e disquetes, além de
garantia   de   pelo   menos   3   meses   do   fornecedor   (o   ideal   é   uma   garantia   de   um   ano,   mas,
infelizmente, nem todos os fornecedores dão uma garantia tão alta). Essa é a sua garantia de que
todo o processo de montagem correrá tranqüilamente.
2. Instalação elétrica
Falar  sobre a Rede de Energia  Elétrica  pode parecer  algo  fora de um curso  de Montagem de
Computadores, mas se a rede em que for ligado o computador não estiver bem preparada podem
ocorrer choques ao usuário ou danos ao equipamento.
Nas casas ou escritórios, normalmente, as redes de energia apresentam dois fios. Um desses fios é
denominado FASE e o outro é denominado NEUTRO. A tensão é normalmente de 110/120 Volts,
mas existem algumas cidades em que a tensão pode ser de 220 Volts.
Os  fabricantes   de   microcomputadores  exigem   que   as  redes   em  que   esses   equipamentos  serão
ligados tenham um terceiro fio, denominado fio TERRA.
O fio TERRA deverá estar ligado realmente à terra, ao solo, segundo determinadas especificações,
de forma a fazer o real aterramento. O aterramento protege contra interferências, choques elétricos.
Um   bom   aterramento   é   conseguido   enterrando­se   uma   haste   metálica   a   dois   metros   de
profundidade, no  solo, e  ligando­se  o  fio  TERRA nela. Esse  aterramento  serve  para  qualquer
aparelho elétrico.
Como em nossas casas isso não é feito, uma saída seria ligar o fio TERRA ao NEUTRO, mas isso
não é muito aconselhável.
Ítalo Augusto Souza de Assis 3                                   Apostila de Montagem e Manutenção de Microcomputadores
A tomada, que fica na parede, onde será ligado  o micro deve possuir  três  terminais. Pode ser
comprada em casas de material elétrico e é a mesma utilizada para ligação  de aparelhos  de ar
condicionado. Sua instalação é bem simples mas deve ser feito com cuidado por se tratar de ligação
elétrica.
3. Energia estática
A energia ou eletricidade estática deve ser um dos primeiros cuidados a serem tomados ao iniciar
uma montagem ou manutenção de um computador. A energia estática surge devido ao atrito e é
facilmente   acumulada   em   nosso   corpo,   principalmente   e   locais   secos.   Um  ótimo   exemplo   de
energia   estática   é   obtido   se   usarmos   uma   blusa   de   lã   e/ou   esfregar   as   mãos   nos   cabelos
repetidamente, e então, tocar alguém que esteja próximo, dependendo do acúmulo de eletricidade
estática o outro indivíduo pode sentir  um choque e às vezes até ver  uma pequena faísca de cor
azulada.   Para   nós   é   apenas   um   choque   muito   fraco   mais   que   pode   danificar   componentes
eletrônicos   e,   principalmente,   equipamentos   de   informática   por   possuírem   componentes
extremamente sensíveis à energia estática.
Os cuidados a serem tomados são:
1­Não manusear as placas, módulos de memória ou qualquer outro componente tocando o centro ou
qualquer  outro local em que contém vias de circuito, integrados, chips, etc. Sendo assim tocar
somente nas bordas dos componentes, já que as placas são fabricadas com fibra de vidro que é um
material isolante.
2­Não manusear ou realizar  qualquer contato com componentes em locais em que o chão esteja
encarpetado, sendo que os carpês conduzem estática principalmente se estiver descalços.
3­Sempre   que   for   realizar   uma   montagem   ou   manutenção   tocar   antes   em   algum   componente
metálico que esteja aterrada.
Exemplos: Janelas (sem pintura), grades de ferro, etc.
4­não utilizar  blusas ou outras peças de roupa de lã, pois com a movimentação do corpo estas
roupas ajudam a acumular uma grande quantidade de eletricidade.
Estes   são   alguns   dos   cuidados   que   devem   ser   tomados   ao   iniciar   qualquer   contato   com   os
componentes de um computador.
Não é necessário ficar com medo de tocar nos componentes do micro achando que vai danificar
alguma coisa com estática, mas também não deixe de tomar cuidados, especialmente o de sempre
pegar as placas pelas bordas, evitando ao máximo tocar nos chips ou nos contatos metálicos.
4. Sistemas de proteção
Filtros  de  linha  ­  devemos  tomar  cuidado, pois  muitos  são  apenas  extensões. Para saber  se  é
realmente  um filtro  deve­se  verificar  em  sua  embalagem  se  consta  o  nome  do  dispositivo  de
proteção   contra   sobre   tensão   e   do   filtro   contra   interferência.   O   ideal   seria   que   os   nossos
estabilizadores já viessem com esta proteção, mas como não é assim estes filtros são uma boa ajuda.
Estabilizadores de Tensão ­ este equipamento protege o seu aparelho contra variações da tensão
elétrica e interferências. Deve­se adquirir um estabilizador que comporte a soma da potência gasta
pelos aparelhos que irão ser ligados nele, normalmente um estabilizador de 1.2 kVA é mais do que
suficiente.
No­Break ­ este equipamento é simplesmente um estabilizador com uma bateria. A diferença é que
a bateria alimenta o sistema para que possamos desligar o equipamento sem perder dados.
Ítalo Augusto Souza de Assis 4                                   Apostila de Montagem e Manutenção de Microcomputadores
5. Gabinete
O gabinete é a caixa metálica que abriga o PC. Essa caixa metálica
pode ter vários formatos, sendo os mais usuais o desktop e o minitorre.
No desktop a placa mãe é instalada “deitada”, horizontalmente à mesa
onde o gabinete será apoiado, enquanto que no minitorre a placa­mãe é
instalada “em pé”, perpendicularmente à mesa onde o gabinete será
apoiado.  Como  o  modelo  mais  vendido  de  gabinete   é  o  minitorre,
iremos utilizar este modelo de gabinete em nossas explicações.
_________________________________________________________
Muitos leigos chamam o gabinete do micro de “CPU”. CPU é a sigla
de   Central   Processing   Unit,   Unidade   Central   de   Processamento,
sinônimo para o processador do micro, e não para o gabinete. Chamar
um micro de CPU é tão estranho quanto chamar um carro somente de
“motor”. Dessa forma, não chame o micro de “CPU”.
_________________________________________________________
Independentemente se o gabinete é desktop ou minitorre, internamente
ele   deverá   ter   o   espaço   para   alocar   corretamente   uma   placa­mãe.
Acontece   que   existem   basicamente   dois   formatos   de   placa­mãe   no
mercado: AT e ATX; Dessa forma, você deverá escolher um gabinete
de acordo com a placa mãe que você pretende comprar. Se você for comprar uma placa mãe com
layout AT, deverá escolher um gabinete AT.
Já se você for comprar uma placa mãe com layout ATX, deverá escolher um gabinete ATX. Caso
isso não seja respeitado, você não conseguirá montar o seu micro. Atualmente todas as placas­mãe
encontradas no mercado utilizam o layout ATX.
O layout AT é mais usado por placas­mãe antigas. Dentro do gabinete vem a fonte de alimentação,
que é classificada de acordo com a sua potência em watts. Os gabinetes mais comuns vêm com
fonte de 250 W. Potência suficiente para as aplicações mais usuais. No caso de existirem muitos
periféricos internos – tais como vários discos rígidos – devemos pensar em adquirir um gabinete
com fonte de alimentação com maior potência, como 300 ou 350 W.
6. Fonte de alimentação
A fonte de alimentação de gabinetes AT é um pouco diferente da fonte usada em gabinetes ATX.
Vamos falar primeiro na fonte de alimentação dos gabinetes AT.
Observando a fonte de alimentação, você poderá perceber que dela saem diversos fios:
­ Cabo grosso para a ligação da chave Liga/Desliga presente no painel frontal do gabinete.
­  12  fios  coloridos  para  a  alimentação  da  placa­mãe. Estes  fios  estão  conectados  a  2  plugues
idênticos.
­ Plugues para a alimentação de unidades de disquete de 5 ¼", discos rígidos, unidades de CD­ROM
e da ventoinha do microprocessador.
­ Plugues para a alimentação de unidades de disquete de 3 ½".
­ Par de fios preto e vermelho para a alimentação do display presente no painel frontal do gabinete.
A maioria dos gabinetes AT, quando você o compra, não vem com a chave Liga/Desliga conectada
ao cabo da fonte de alimentação, restando ao técnico executar esta tarefa. Você deverá fazer isso
agora. Para a realização dessa tarefa, primeiro passe o cabo grosso da chave Liga/Desliga pelo
buraco onde a chave deverá ser instalada, de dentro para fora, de forma que os fios do cabo fiquem
do lado de fora do gabinete, mas passando pelo buraco onde a chave Liga/Desliga será encaixada.
Ítalo Augusto Souza de Assis 5                                   Apostila de Montagem e Manutenção de Microcomputadores
Em seguida, você deverá encaixar  os fios do cabo na chave, conforme mostramos  na próxima
figura. Após os fios estarem presos na chave, basta prender a chave ao gabinete, pressionando­a em
seu buraco de fixação. Você também deverá fazer com que o cabo da fonte de alimentação que é
conectado à chave Liga/Desliga seja posicionado de tal forma que ele futuramente não atrapalhe a
instalação de placas, conforme mostramos na próxima figura. O ideal é você usar presilhas plásticas
para prender o cabo nesta posição.
___________________________________________________
Muitos técnicos não fixam esse cabo, deixando­o solto. Em muitos casos o cabo acaba prendendo o
curso da ventoinha, fazendo com que o micro “trave” ou “congele”.
___________________________________________________
Fontes Para Gabinete ATX
A principal diferença entre as fontes de alimentação AT e ATX
é a ausência da chave Liga/Desliga nas fontes ATX. Esse tipo de
fonte permite ser ligada e desligada por software e a existência
de uma chave Liga/Desliga impede essa tarefa. Em gabinetes
ATX   existe   uma   chave   adicional   chamada   Standby,   que   é
conectada   à  placa­mãe. É através  dessa  chave  que  a  fonte   é
ligada (a placa mãe envia um sinal de ligar ou desligar para a
fonte quando essa chave é pressionada). Algumas fontes ATX
possuem uma chave Liga/Desliga  em sua parte traseira. Essa
chave é uma “chave geral” e normalmente não é necessário que
essa  chave  seja  desligada  sempre  que  você  quiser  desligar  o
micro. Para ligar um micro com gabinete ATX que possua essa
chave, é necessário colocá­la na posição de “liga” e pressionar a
chave Standby do painel frontal do gabinete. Outra diferença
importante   está   no   conector   da   placa­mãe,   que   é   maior   (20
pinos) e é único (ao contrário do conector de fontes AT que é
dividido em duas partes). No caso de fontes ATX 12 v há dois
cabos de alimentação adicionais: um com quatro fios e outro
com seis fios. Fora essas diferenças, todas as explicações dadas
para as fontes AT em relação aos conectores existentes são válidas para as fontes ATX e ATX 12 v.
7. Placa de CPU ou placa mãe
Na   placa­mãe   são   conectados   praticamente   todos   os   componentes   do   micro,   especialmente   o
processador, a memória RAM, o disco rígido e a placa de vídeo. Com isso, você deve comprar uma
Ítalo Augusto Souza de Assis 6                                   Apostila de Montagem e Manutenção de Microcomputadores
placa­mãe  de acordo  com o processador  que você pretende  utilizar  em seu  micro  e o tipo  de
memória   a   ser   instalada.   Ou   seja,   a   placa­mãe   a   ser   adquirida   deverá   ser   compatível  com   o
processador e com a memória RAM que você pretende comprar.
E a placa­mãe pode ter ainda alguns periféricos já embutidos nela – como a placa de vídeo, a placa
de som e o modem. Periféricos embutidos também são chamados on­board. Esse procedimento faz
com que o preço do micro seja reduzido, já que o custo de uma placa­mãe com vídeo on­board é
menor do que o custo de uma placa­mãe sem esse recurso somado ao preço de uma placa de vídeo
avulsa, por exemplo, mas em geral reduz o desempenho do micro.
Formatos
Existem dois formatos de placa­mãe: AT e ATX. Você deverá comprar o gabinete de acordo com o
formato da placa­mãe que você pretende adquirir. Nas ilustrações você confere as diferenças no
layout desses dois formatos.
Ítalo Augusto Souza de Assis 7                                   Apostila de Montagem e Manutenção de Microcomputadores
Ítalo Augusto Souza de Assis 8                                   Apostila de Montagem e Manutenção de Microcomputadores
A maior parte das Placas de CPU apresenta as seguintes características:
• Manual da placa
• 4 slots padrão PCI
• 3 slots padrão ISA
• Chips VLSI que controlam o barramento PCI e ISA
• Soquetes para a instalação de 4 ou 6 módulos SIMM de 72 pinos
• Conectores de interface IDE (2)
• Conector de Drives
• Conectores das portas seriais (2)
• Conector da porta paralela
• Conector da porta de jogos
• Conector para o Microprocessador
• Memória ROM (BIOS)
• Memória CACHE (SRAM)
• Bateria
• Conectores para os cabos de alimentação da fonte
• Conectores para ligação dos fios do painel frontal do Gabinete
• Conector para ligar o teclado
• Cabo flat IDE
• Cabo flat para Drives
• Cabos das interfaces serial e paralela
Ítalo Augusto Souza de Assis 9                                   Apostila de Montagem e Manutenção de Microcomputadores
• Micro ventilador (Cooler)
8. Microprocessador
O processador é o “cérebro” do computador. Ele também pode ser chamado de microprocessador,
CPU (Central Processing Unit) ou UCP (Unidade Central de Processamento).
________________________________________________________________________________
Como   comentamos   anteriormente,   leigos   usam   erroneamente   a   sigla   “CPU”   para   designar   o
gabinete do micro. CPU é sinônimo de processador não de gabinete nem de computador.
________________________________________________________________________________
Você deve comprar uma placa­mãe que seja compatível com o processador que você escolheu para
o seu micro. Cada processador possui o seu próprio tipo de pinagem e, para uma placa­mãe ser
compatível com um determinado processador, ela precisa ter um soquete compatível com o padrão
de pinagem que o processador usa, de forma que ele possa ser encaixado na placa­mãe. Tudo seria
muito simples se os fabricantes não tivessem lançado várias versões de um mesmo processador,
muitas vezes com pinagens diferentes.
Ítalo Augusto Souza de Assis 1                                   Apostila de Montagem e Manutenção de Microcomputadores
Hoje em dia trabalhando em altíssima velocidade este componente precisa de ventilação constante,
e isto é conseguido colocando­se um pequeno ventilador em contato com um dissipador de calor
que por sua vez está em contato com a CPU.
Os processadores mais modernos não utilizam pinos, basta encaixá­los no ZIF (slot do processador)
e fechar a trava, estes CPU são denominados processadores de contato.
Existem vários tipos de microprocessadores, os mais comuns são os produzidos pela Intel e pela
AMD.
9. Cooler
Atualmente os processadores esquentam muito, necessitando de um dispositivo capaz de dissipar o
calor  produzido  por  eles. Esse dispositivo  é chamado  cooler, e é formado  por  três  partes: um
composto térmico, usado para facilitar a transferência de calor entre o processador e o dissipador de
calor; um dissipador de calor, que é o corpo metálico do cooler, que pode ser de alumínio ou cobre;
e uma ventoinha, para transferir o calor presente no dissipador de calor para o ar.
Atualmente os processadores necessitam de um composto térmico de melhor  qualidade, o que é
conseguido através de uma pasta térmica (branca e bastante viscosa).
O que pouca gente sabe é que o cooler é produzido para modelos específicos de processador. Por
esse motivo, você  deve  prestar  muita  atenção  para comprar  um cooler  que seja dimensionado
especificamente para o processador que você está comprando.
Ítalo Augusto Souza de Assis 1                                   Apostila de Montagem e Manutenção de Microcomputadores
10. Memórias
É na memória que os programas são buscados a fim de serem processados pelo microprocessador. É
importante notar que aqui falamos da memória RAM do micro, encontrada em módulos e que é
instalada  em sua  placa­mãe.  Muitos  usuários  iniciantes  chamam  o  disco  rígido  de  “memória”
porque é nesse periférico que os dados e programas são armazenados para uso posterior. A memória
do computador  possui a unidade “MB” (megabyte). Quanto mais  memória o computador  tiver,
melhor. Teoricamente, podemos instalar o quanto de memória quisermos no microcomputador. No
entanto, estaremos limitados à quantidade de soquetes de memória existente na placa­mãe e também
pela quantidade máxima de memória RAM que a placa­mãe aceita.
Ítalo Augusto Souza de Assis 1                                   Apostila de Montagem e Manutenção de Microcomputadores
O módulo  de memória  deve  ser  comprado  de acordo  com a modelo  (DIMM, DDR, etc.)  e a
freqüência aceitas pela placa mãe.
Existem vários tipos de módulos de memória. Os mais utilizados hoje são os módulos do tipo DDR
1 e DDR 2. É possível encontrar memórias do tipo SIMM e DIMM em máquinas mais antigas.
MEMÓRIA CMOS
É do tipo RAM, desenvolvida com tecnologia denominada CMOS. Contém o relógio do sistema e
armazena a configuração  de hardware instalado no computador, protege contra alguns  tipos  de
vírus, é responsável pelo processo de auto­teste, realizado quando o micro é ligado, controle de
senha, controle do uso de energia. Para estas informações  não se percam quando desligamos o
micro, este chip tem uma bateria que o alimenta permanentemente.
11. Interfaces
Ítalo Augusto Souza de Assis 1                                   Apostila de Montagem e Manutenção de Microcomputadores
A Placa  Mãe possui, hoje em dia, Interfaces  que, antigamente, eram colocadas  em uma placa
separada que era conectada a um dos slots. Por este motivo as Placas Mãe atuais são definidas como
On­Board. Estas Interfaces são:
• Ligação com dois drives ­ 5 ¼” ou 3 ½” (FDD)
• Ligação com quatro HD’s e CD­ROM ­ padrão IDE
• Ligação paralela ­ impressora
• Ligação serial (COM1) ­ mouse
• Ligação serial (COM2) ­ modem externo
Podemos encontrar as indicações de cada conector, bem como a posição de colocação de cada cabo,
no manual da placa ou na própria placa
12. Ligação dos drives
Os computadores podem operar com um ou dois drives de disquete. Os drives são ligados a sua
Interface   controladora   através   do   cabo   FLAT   de   34   pinos.   Este   cabo,   também   chamado   de
Universal, possui cinco conectores: 1 para ligar na Interface, 2 para drives de 5 ¼” e 2 para drives
de   3   ½”.  Em  uma  de  suas   extremidades   existe  um   trançado   dos  fios.  O  drive   ligado   a   esta
extremidade será o denominado “A” e o drive ligado no meio do cabo será o denominado “B”. O
fio  colorido, na  lateral do  cabo, corresponde  ao  pino  1  de  conexão  tanto  no  drive  quanto  na
Interface.
O cabo FLAT leva apenas os sinais de dados e comandos para os drives. A alimentação do drive é
fornecida por um outro conector de quatro pinos, vindo da fonte de alimentação.
13. Ligação do hd
Os computadores podem operar com até 4 HD’s padrão IDE e são ligados as suas Interfaces por
cabos FLAT de 40 pinos. Neste cabo existem três conectores que podem ser ligados em qualquer
ordem. Também possui um fio colorido em uma das extremidades para determinar  a posição do
pino 1, como nos drives de disquete, e seu encaixe deve seguir a orientação do pino 1 da Interface e
do HD. Esta orientação é mostrada no manual dos dois componentes ou neles próprios.
Assim como nos drives de disquete existe um cabo de alimentação próprio para HD que é o mesmo
dos drives de 5 ¼”.
Nas placas que são fabricadas hoje em dia a mesma Ligação (Interface) que é usada para o HD
secundário pode ser utilizada para o CD­ROM.
Ítalo Augusto Souza de Assis 1                                   Apostila de Montagem e Manutenção de Microcomputadores
14. Ligação paralela
Nesta Interface é conectado o cabo que servirá de ligação, normalmente para uma impressora. Hoje
em dia já existem outros periféricos que são ligados a esta Interface. Para a conexão do cabo deve­
se seguir a mesma orientação pelo fio colorido que representa o pino 1.
15. Ligação serial
A Interface Serial COM1 é normalmente utilizada para conexão do Mouse e a COM2 para um
periférico como uma Impressora ou Modem externo. Assim como os outros cabos existe um fio
colorido em uma das extremidades para a orientação de encaixe.
16. Drives
Deve­se entender por Drive os componentes denominados:
­ Floppy Disk Drive (FDD)  ­ Drive de Disco Flexível
­ Hard Disk Drive (HDD) ­ Drive de Disco Rígido
Estes componentes possuem uma parte mecânica e uma parte eletrônica. Destinam­se a armazenar
dados para posterior consulta, e aplicativos que são as ferramentas que produzem os trabalhos no
microcomputador.
17. Discos flexíveis
Existem dois tipos de Drive de Disco Flexível, o de 3 ½” e o de 5 ¼” , o mais utilizado hoje em dia
é o de 3 ½” e 1.44 Mb. Abaixo mostramos uma tabela com a relação capacidade de armazenamento
em disco e tamanho do drive:
CA
PA
CI
DA
DE
TAMANHO
36
0
Kb
Fora de uso 5 ¼”
1.2
Mb
Fora de uso 5 ¼”
72
0
Kb
Fora de uso 3 ½”
1.4
4
Mb
obsoleto 3 ½”
Ítalo Augusto Souza de Assis 1                                   Apostila de Montagem e Manutenção de Microcomputadores
A media (disquete) utilizada nestes drives é muito sensível não devendo ser tocada, receber poeira
nem levar sol ou unidade.
18. Discos rígidos
O disco rígido é uma das partes mais importantes do micro, pois é dentro dele que os dados e
programas  irão  ficar  armazenados. Para computadores  caseiros, o padrão  de disco rígido a ser
utilizado chama­se IDE (Integrated Device Electronics) e você deve adquirir um disco rígido deste
padrão.
Quando colocamos somente um HD no equipamento este deve ser jumpeado como Master, o que é
o  padrão  que todos  os  HD’s  vem da fábrica. Se quisermos  colocar  um segundo  HD devemos
jumpear um deles para Slave, a indicação da colocação correta deste jumper podemos conseguir no
manual.
19. Placas de vídeo e de som
Placa de vídeo
Não existem grandes dificuldades hoje em dia com relação à Placa de Vídeo. É só colocá­la em um
slot livre na Placa Mãe e ligar o micro que ela será reconhecida automaticamente.
Esta placa passou por várias alterações no decorrer da evolução da informática e atualmente a mais
utilizada é a de padrão VGA barramento PCI. Outros barramentos são: ISA e VLB.
As Placas de Vídeo possuem um BIOS próprio armazenado em uma memória do tipo ROM, que
controla o seu funcionamento. Possuem um conector do tipo DB­15 para ligação do Monitor de
Ítalo Augusto Souza de Assis 1                                   Apostila de Montagem e Manutenção de Microcomputadores
Vídeo e um outro conector que possibilita, trabalhando em conjunto com outras placas, captar sinais
de TV, de câmera de vídeo ou vídeo­cassete.
As Placas de Vídeo também tem memória RAM que pode ir de 1 Mb a 4 Mb, de acordo com a
necessidade do sistema a ser montado. Vem acompanhadas de um manual e disquetes com os drives
de instalação.
Ítalo Augusto Souza de Assis 1                                   Apostila de Montagem e Manutenção de Microcomputadores
Placa de som: Esse é um componente teoricamente opcional (isto é, um micro não precisa dele para
funcionar), mas todo mundo quer escutar os sons produzidos através do PC, e então a placa de som
tornou­se um equipamento presente em todos os micros. As placas­mãe mais novas, inclusive, já
estão vindo todas com uma placa de som embutida (áudio onboard). Se for esse o seu caso, você
não precisará comprar uma placa de som avulsa.
20. Monitor de vídeo
É o componente que mostra o que está sendo feito no microcomputador. No início monocromáticos
evoluíram para modelos com padrão de cores que chegam a 16 milhões e tamanhos de tela que
chegam a 21”.
Ítalo Augusto Souza de Assis 1                                   Apostila de Montagem e Manutenção de Microcomputadores
O monitor vem com dois cabos um para ser ligado à rede elétrica ou a fonte do próprio Gabinete e
outro para ser ligado a Placa de Vídeo. Acompanha também um manual e o pedestal que deve ser
encaixado na base.
As principais características são:
  Tamanho  da  tela  ­  no  Brasil os  mais  comuns  são  os  de 14”, esta  medida  corresponde  ao
comprimento de sua tela em diagonal.
  Dot Pitch ­ Medida da distância entre dois pontos consecutivos da mesma cor. É o principal
responsável  pela   qualidade   de   imagem   de   um   monitor.   O   valor   mais   comum   encontrado   em
monitores é o de 0,28mm, popularmente chamado 28 dot pitch.
21. Teclado
Existem vários tipos mas todos hoje em dia se conectam a qualquer tipo de micro sem qualquer
problema. Vem com um cabo tipo PS2 ou USB que deve ser encaixado em um conector localizado
na Placa Mãe em uma posição determinada por uma marcação.
22. Mouse
Depois da entrada no mercado e conseqüente utilização em larga escala do programa Windows o
Mouse passou a ser componente indispensável em qualquer máquina.
Vem acompanhado de um manual simples. Sua instalação é simples, somente deve­se conectar o
seu cabo a uma das portas seriais na traseira do micro, normalmente a COM1.
23. Manutenção preventiva
 Limpeza física
 Lavar a placa (se necessário)
 Teste de fonte
 Troca da pasta térmica no processador
 Limpeza dos contatos
24. Roteiro de montagem
Ítalo Augusto Souza de Assis 1                                   Apostila de Montagem e Manutenção de Microcomputadores
Este  caminho  para  a   montagem   de   um PC  tem  a   finalidade  de   ajudar  na   colocação   de   cada
componente em uma ordem que não dificulte a colocação dos outros componentes.
• Verificar a chave de voltagem na Fonte de Energia
• Verificar se os parafusos que prendem a Fonte estão bem fixados
• Remover, do gabinete, a lateral e fixar a Placa Mãe
• Acertar os straps para a CPU que será colocada na Placa Mãe
• Colocar o ventilador (Cooler) sobre a CPU
• Ligar os fios da Fonte no interruptor liga/desliga
• Testar a Fonte antes de ligar na placa
• Prender Drives no Gabinete (Disco flexível, Disco Rígido, CD­ROM, etc.)
• Recolocar a lateral com a Placa Mãe já fixada
• Conectar o fio do Alto­falante na Placa Mãe
• Conectar os fios da Fonte na Placa mãe
• Ligar o fio do Cooler na Fonte
• Ligar o microcomputador. A placa só estará boa se soar um bip repetido.
• Desligue o microcomputador
• Coloque o(s) Módulo(s) de Memória
• Conectar os fios do painel do Gabinete à placa de CPU (HD, Turbo ...)
• Conectar os Cabos Flat na Placa Mãe e nos componentes (HD, FD, COM1, COM2, LPT ...)
• Conectar os cabos de alimentação nos componentes
• Retirar uma das proteções da parte traseira do Gabinete
• Colocar a Placa Controladora de Vídeo em um dos slots PCI e aparafusar ao Gabinete
• Prender os conectores dos cabos flat no Gabinete (LPT, Mouse, COM2, Games)
• Conectar Monitor de Vídeo, Mouse e Teclado
• Ligar o Microcomputador
• Acertar o Setup
• Instalar os softwares básicos
25. Conectores da placa de CPU
 Chave Reset: Em um encaixe onde se lê “Reset” ou “RST”. É sempre um conector com 2 pinos.
Não tem polaridade.
Ítalo Augusto Souza de Assis 2                                   Apostila de Montagem e Manutenção de Microcomputadores
 Chave Turbo: Em um encaixe onde se lê “Turbo”, “Turbo Switch” ou “Turbo SW”. Observe que
em algumas placas­mãe há somente dois pinos para o encaixe da chave Turbo, enquanto na verdade
há três fios a serem encaixados. Nesse caso, um dos fios será deixado de fora.
 Chave Keylock: Em um encaixe onde se lê “Keylock”. Note que há cinco pinos na placa­mãe
para   serem   encaixados   apenas   dois   fios   provenientes   da   chave   Keylock.   Sobrarão   três   pinos
propositalmente.   Essa   chave   não   tem   polaridade.   Nos   outros   três   pinos   desse   conector   você
encaixará  o LED Power, como  explicaremos  a seguir. Se ao ligar  o micro  o LED Power  não
funcionar, pode ser que você tenha erroneamente instalado o conector do Keylock em seu lugar.
A maioria dos gabinetes ATX não possui essa chave.
Ítalo Augusto Souza de Assis 2                                   Apostila de Montagem e Manutenção de Microcomputadores
 LED Power (Verde): Encaixado nos pinos que ficaram sobrando do conector “Keylock”. Os fios
do LED Power têm polaridade certa de serem ligados. Normalmente esse LED é ligado a um fio
verde e a um fio branco. O fio branco é o pólo negativo (­) e, portanto, o fio verde deverá coincidir
com a marcação de pólo positivo (+) existente na placa­mãe ou no manual.
 LED Turbo (Laranja): Encaixado onde se lê “Turbo LED” ou “LED”. É sempre um conector
com 2 pinos. Assim como o LED Power, tem polaridade certa de ser encaixado. As explicações são
as mesmas, com a diferença de os fios usados normalmente serem amarelo e branco.
A maioria das placas­mãe atualmente não traz mais a conexão para o LED “turbo”.
Ítalo Augusto Souza de Assis 2                                   Apostila de Montagem e Manutenção de Microcomputadores
 LED HDD (Vermelho): Encaixado onde de lê “HDD”, “HDD LED” ou “IDE LED”. Em placas­
mãe antigas, que não têm portas IDE on­board, este LED deve ser conectado na interface IDE plus.
É sempre um conector com 2 pinos. As mesmas explicações sobre polaridade são válidas, com a
diferença de que esse LED normalmente é conectado a um fio vermelho e a um fio branco.
 Alto­falante (Speaker): Em um encaixe onde se lê “Speaker” ou “SPK”. É sempre um conector
com 4 pinos e tem polaridade certa de ser conectado. O fio vermelho (positivo) deverá coincidir
com a marcação  “+” existente na placa­mãe ou em seu manual. O fio preto (negativo)  deverá
coincidir com a marcação “­” existente.
Ítalo Augusto Souza de Assis 2                                   Apostila de Montagem e Manutenção de Microcomputadores
 Chave Standby: Existente somente em gabinetes ATX, deve ser encaixada onde se lê “Standby”,
“STB”, “Power Switch”, “Power Button” ou equivalente. É sempre um conector com 2 pinos e não
tem polaridade.
26. Setup
Ítalo Augusto Souza de Assis 2                                   Apostila de Montagem e Manutenção de Microcomputadores
O setup é o programa utilizado para configurar a placa­mãe do microcomputador. Este programa é
tão   importante   que   está   gravado   dentro   de   um   circuito   integrado   na   própria   placa­mãe.   Para
executarmos o programa de setup, deveremos apertar a tecla Del durante a contagem de memória
que é feita toda vez que o computador é ligado. Atualmente temos basicamente dois fabricantes de
setup: Award e AMI (American Megatrends, Inc).
Através do programa de setup, podemos alterar desde configurações básicas do micro – como o tipo
de unidade de disco, vídeo, etc. – até configurações muito complexas que só interessam à placa­
mãe.
Por   causa   da   infinidade   de   marcas   e   modelos   de   placas­mãe   existentes   no   mercado,torna­se
impossível criar um guia contendo todas as opções existentes em todos os programas de setup de
todas as máquinas disponíveis no mercado: Com isso, iremos apresentar  apenas as opções mais
usuais. Se  você  não  quiser  perder  tempo  configurando  o  setup, pode  simplesmente  efetuar  os
seguintes passos:
1. Configurar a placa­mãe em relação ao processador instalado (freqüência de operação externa,
multiplicador  de clock e tensão de alimentação), caso a configuração da sua placa­mãe não seja
feita através de jumpers mas sim através do setup.
2. Detectar o disco rígido, caso o setup já não o tenha detectado automaticamente.
3. Corrigir a data e a hora do sistema no setup básico.
4. Desabilitar a porta serial COM2 caso você tenha instalado uma placa de modem com jumpers.
Isso é feito em um menu chamado “Peripheral Setup” ou similar.
Com essas configurações o micro já estará disponível para uso. De qualquer forma, você precisará
aprender o básico sobre o setup, que explicamos a seguir.
Tradicionalmente, a interface do programa de setup com o usuário é texto e a “navegação” é feita
através das teclas de setas do teclado. Se quisermos alterar alguma opção, devemos utilizar as teclas
Page Up e Page Down.
Alguns   setups   da   AMI   têm   interface   gráfica   em   estilo   “Windows”   (WINBIOS),   permitindo
inclusive o uso de mouse. Nesse caso, em lugar das teclas Page Up e Page Down, você deverá
utilizar a tecla Enter para alterar alguma opção.
Nesse tipo de setup você deverá utilizar a tecla Esc para sair do setup.
No menu principal do setup podemos encontrar as seguintes opções:
­ CPU Setup: Em micros em que a placa­mãe não tem jumpers de configuração, você encontrará
essa opção. Através dessa opção, você poderá configurar  a placa­mãe tal qual faria através  de
jumpers.
­ Standard CMOS Setup: Vai para o menu de configuração básica do computador.
­ Advanced CMOS Setup: Vai para o menu de configuração avançada do micro.
­ Advanced Chipset setup: Vai para o menu de configuração do chipset da placa­mãe.
­ PCI/Plug and Play Setup: Vai para o menu de configuração do barramento PCI e ISA Plug and
Play.  Alguns  micros  possuem  as  opções   deste   menu   dentro  do   Advanced  Chipset  Setup. Por
comodidade, nesta apostila as  opções  desse menu  foram colocadas  junto  com as  do Advanced
Chipset Setup.
­  Power  Management Setup: Vai para o menu  de configuração  de gerenciamento  de consumo
elétrico.
­ Peripheral Setup: Vai para o menu de configuração dos periféricos integrados à placa­mãe.
­ Auto Configuration.With Bios Defaults: Reconstrói todo o setup novamente, colocando os valores
de fábrica em todas as opções.
­ Auto Configuration With Power­On Defaults: Reconstrói todo o setup, recolocando os valores
contidos na memória CMOS, ou seja, os mesmos valores encontrados antes de se entrar no setup.
­ Change Password: Muda a senha. A senha é definida pelo usuário dentro dessa opção. Há dois
modos de o micro pedir a senha, caso ela esteja habilitada: pedir a senha toda vez que o computador
Ítalo Augusto Souza de Assis 2                                   Apostila de Montagem e Manutenção de Microcomputadores
é ligado ou pedir a senha somente quando o usuário tentar entrar no setup. Este modo é definido no
Advanced CMOS Setup.
­   Auto   Detect   Hard   Disk   ou   HDD   Auto   Detect   ou   IDE   Setup   ou   Detect   Master:  Configura
automaticamente   discos   rígidos   que   estejam   instalados   em   seu   micro.   Este   procedimento   é   o
primeiro a ser feito quando entramos no setup para configurar um microcomputador.
­ Hard Disk Utility: Esta opção não poderá ser utilizada, uma vez que danifica permanentemente os
discos rígidos.
­ Write To CMOS And Exit: Nenhuma das alterações executadas no programa de setup é gravada, a
menos que você utilize esta opção. Portanto, ela é obrigatória ao terminar as alterações no setup, de
modo que as mesmas sejam válidas.
­ Do Not Write To CMOS And Exit: Sai do setup sem atualizar as modificações feitas.
________________________________________________________________________________
Nunca utilize a opção Hard Disk Utility  caso ela exista. Esta opção  servia apenas  para discos
rígidos mais antigos. Caso você a utilize poderá danificar permanentemente o seu disco rígido.
________________________________________________________________________________
27. Roteiro para acerto do setup
As alterações básicas de um Setup, independente de qual nome de item exista no menu são:
• Data e Hora
• Tipos dos drives de disquete
• Parâmetros do disco rígido, se não houver Auto Detection
• Tipo de Placa de Vídeo
• Horário de Verão (Daylight), deve ser desabilitado
• Vírus  Warning   (Aviso   de   Vírus),  só  deve  ser  habilitado   após  a   instalação  do   Sistema
Operacional
• Boot Sequence (Seqüência de Boot)
• IDE HDD Block Mode, deve ser habilitado se o HD suportar este modo.
28. formatação
É   o   processo   de   “limpeza”   dos   dados   e   de   criação   de   uma   nova   “forma”   em   discos   de
armazenamento. Os principais formatos para instalação do Windows são NTFS e FAT32, sendo
recomendado o primeiro. É a etapa que antecede a instalação do sistema operacional (S.O.). Este
procedimento já esta incluso na instalação do S.O. Se houver interesse em não perder  os dados
existentes no disco é necessário fazer um backup antes da formatação.
29. Instalação do Windows XP
Primeiramente tenha em mãos o CD do Windows XP SP2 em mãos.
Entre no setup e escolha a opção de dar o boot pela unidade de CD. Insira o CD de instalação do
Windows e aparecerá uma tela dizendo “Pressione uma tecla para iniciar  pelo CD”, pressione.
Depois de pressionado aguarde até chegar à tela de Bem­Vindo ao Programa de Instalação, que
oferece 3 (três) opções, escolha a 1ª. Feito isso ele lhe mostra o contrato de uso, pressione F8 para
aceitar o mesmo. Na próxima tela crie a partição para ser formatada. Aguarde até ele verificar seu
HD e logo em seguida e copiar os arquivos necessários para a instalação, aguarde este processo.
Após  esta  etapa  ser  concluída,  dentro  de  15  segundos  o  PC  é  reiniciado.  Cuidado, depois  de
Ítalo Augusto Souza de Assis 2                                   Apostila de Montagem e Manutenção de Microcomputadores
reiniciado a tela que pede para você apertar uma tecla para iniciar o CD é exibida, não pressione a
mesma. Iniciará a tela de instalação de dispositivos, aguarde a mesma.
Depois da instalação de dispositivos ele cairá na tela de opções regionais e de idiomas. Faça as
modificações necessárias caso exista e clique em avançar, digite o nome pessoal seguido do nome
da empresa, clique em avançar. Aparecerá à tela para digitar a chave do produto da licença, clique
em avançar. Na próxima tela é oferecido um nome para o seu computador, caso queira modificá­lo
fique a vontade. Na mesma tela ele lhe informa que existe uma conta de Administrador, está conta é
usada caso precise de acesso completo e em algumas ocasiões especiais, caso deixe em branco a
mesma ficara sem senha, o que não é seguro, mas que facilitará o serviço de manutenção no caso de
haverem problemas posteriores. Seguindo a próxima tela informações de data e hora, ajuste caso
necessário.   Agora   prossegue   com   a   instalação   de   definições   para   a   rede   e   surge   a   tela   de
configuração com as opções: configurações típicas e configurações personalizadas (caso tenha que
fazer alguma), clique em avançar. Ainda configurando a rede e feito a pergunta se o computador é
membro de um domínio, caso não seja marque a 1ª opção e escreva o nome do grupo de trabalho,
caso o mesmo exista. Clique em avançar  e a instalação prossegue e vários processos acontecem
automaticamente. Depois de concluído este processo o PC vai ser reiniciado e a próxima tela é a da
configuração do vídeo, o próprio Windows ajustará automaticamente a resolução de tela, clique em
OK e caso concorde com os ajustes feitos clique em OK novamente.
O próximo passo é configurar o seu computador, clique em avançar. Na próxima tela existem duas
opções: escolha a 1ª, ajustar e proteger o PC ativando as atualizações automáticas agora e avance.
Agora o Windows verifica sua conexão com a internet, caso exista configure e caso queira deixar
pra depois ou não tenha, clique em ignorar. A próxima tela o Windows pergunta se está pronto para
registrar a sua instalação na Microsoft, escolha a 2ª opção e clique em avançar. A próxima pergunta
é por  quem será usado o computador, digite os nomes dos usuários desejados, serão criadas as
respectivas  contas  dos  mesmos, feito  isso  avance. Concluído, clique  em finalizar  e  aguarde  o
Windows ser iniciado. Pronto, instalação concluída
30. Instalação dos softwares básicos
 Drivers
 Microsoft Office 2003/2007
 Antivírus
 Leitor de PDF (Adobe Reader)
 Corel Draw X3 e Corel Draw 12
 Nero
 Power DVD
 Winrar
 Validação do Windows
 Windows Media Player 11
 Flash Player 9
 Java
31. Vírus e antivírus
Efetivamente,   vírus   não  surgem  do  nada   no   seu   computador.  Eles   são   escritos  por  alguém  e
colocados  em circulação  até atingirem o  seu  computador  através  de um programa ou  disquete
infectado. Um vírus é um pequeno programa que se autocopia e / ou faz alterações em outros
arquivos e programas, de preferência sem o seu conhecimento e sem autorização.
Ítalo Augusto Souza de Assis 2                                   Apostila de Montagem e Manutenção de Microcomputadores
Trojans ou Cavalos de Tróia:  Trojan é um programa que é normalmente é recebido como um
presente, que além de fazer o que promete, cria mecanismos no sistema no qual foi executado que
abrem backdoors, permitindo acesso à maquina infectada remotamente.
É uma técnica de "invasão" de hackers iniciantes, os lammers (ou script­kiddies).
Existem programas  (como  o  Back  Orifice)  que permitem ao  invasor  ter  grande  poder  sobre a
máquina "invadida".
Diferentemente dos vírus, um trojan necessita ser executado para poder se tornar funcional.
Spywares: Spyware é o termo utilizado para se referir a uma grande categoria de software que tem
o objetivo de monitorar atividades de um sistema e enviar as informações coletadas para terceiros.
Spywares podem ser utilizados de forma legítima, mas na maioria dos casos são frutos de hackers e
outros "malfeitores" digitais.
Hackers:  O termo: Hacker, originalmente, designava  qualquer  pessoa que fosse extremamente
especializada em uma determinada área. Qualquer fera em qualquer assunto poderia ser considerado
um Hacker. Por  exemplo: sua Tia Matilde pode ser  um Hacker  da culinária, ou seu mecânico
predileto pode ser um Hacker de automóveis... Somente com a ajuda do cinema americano, é que o
termo  Hacker  de Computador  passou a ser  utilizado  largamente, mas  nem por  isso perdeu sua
identidade.
Usando programa antivírus
Os vírus são programas destrutivos ou falsos que se espalham de um computador para outro pela
Internet ou por uma rede. Eles podem ser anexados a outros arquivos ou disfarçarem­se de arquivos
de aparência comum. Você pode ajudar a proteger seu computador contra vírus e outras ameaças à
segurança:
• Instalando e usando programa antivírus atualizado.
• Configurando  o  software  de  e­mail e  de  Internet para  dificultar  a  entrada  de  arquivos
contendo vírus no computador.
Além disso, ao usar um programa antivírus atualizado, você deve também verificar se ele tem um
recurso de "verificação em tempo real" (dependendo da marca do programa, esse recurso pode ter
outro nome). A verificação em tempo real examina os arquivos antes de serem abertos ou usados.
Usando um firewall para ajudar a proteger o computador
O Firewall do Um firewall ajuda a proteger o computador impedindo que usuários não autorizados
obtenham acesso a uma rede ou à Internet por meio dele. Windows é um recurso do Windows XP e
está automaticamente ativado, ajudando a proteger seu computador contra vírus e outras ameaças à
segurança.
Um firewall é diferente  de um software antivírus, mas  os  dois  trabalham juntos  para ajudar  a
proteger  seu  computador. Pode­se dizer  que  um firewall protege  as  janelas  e as  portas  contra
programas  estranhos  ou  indesejados  que tentam entrar, enquanto  o  programa  antivírus  protege
contra vírus e outras  ameaças  à segurança que possam tentar  entrar  furtivamente pela porta da
frente.
32. Instalação impressora, scanner, multifuncional.
Atualmente não existe muito trabalho neste processo basta executar o cd de instalação ou o setup
baixado da internet, clicando em avançar (“next”, se for em inglês). Quando aparecer o termo de
licença   marcar   a   opção   eu   aceito   (I   agreement,   se   for   em   inglês).   Conectar   o   periférico   ao
computador somente quando for solicitado pelo programa.
Ítalo Augusto Souza de Assis 2                                   Apostila de Montagem e Manutenção de Microcomputadores
33. Referências
 Centro de ajuda e suporte Windows XP Professional
  Curso   de   Montagem  e   Manutenção  de  Microcomputadores.   Por  Colégio   Nacional.  Rio   de
Janeiro – RJ – Brasil. 1998.
 http://www.tutomania.com.br/
 http://infofacil.wordpress.com/2007/04/16/instalacao­do­windows­xp­–­passo­a­passo/

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Windows 8


Resumo nova interface do Windows 8
De acordo com a companhia, esses são alguns dos aspectos que podemos esperar do Windows 8:
. Interface com tiles de notificação e informações em tempo real dos aplicativos, como já acontece no Windows Phone 7. Troca entre aplicativos, inclusive com redimensionamento automático das imagens apresentadas em aplicativos de foto e de vídeo. Navegador “totalmente otimizado” para toques, “com o poder de aceleração por hardware do Internet Explorer 10”. A empresa deixa bem claro que a nova tela inicial, vai tomar o lugar da tradicional área de trabalho que nós conhecemos. Ela também fará as vezes de menu Iniciar (uma baita quebra de paradigma, não?).  Na demonstração, a Microsoft deixou bem claro que a interface do Windows 8 é voltada para dispositivos touch, mas a interface convencional do Windows 7 estará disponível para quem quiser usar aplicativos tradicionais que não estejam preparados para esse tipo de entrada de dados, como o próprio Office (considerando a versão 2010, que fique bem claro). A nova interface vai funcionar com e sem teclado, bem como com e sem mouse. A Microsoft espera poder instalar o Windows 8 em laptops, desktops, computadores do tipo all-in-one, e até mesmo telas maiores com uso voltado para salas de aula.
Um novo post no blog do Windows 8 vem esclarecer alguns pontos sobre a nova interface. Desde que apareceu pela primeira vez, ela tem gerado mais dúvidas do que respostas para algumas pessoas.
Nova tela do Windows 8
O design de interface "Metro" unifica as várias plataformas da MS. Como se vê, lembra bem o Windows Phone... Agora teremos essa interface aplicada no Windows, afinal o Windows 8 rodará em tablets também, com a mesma cara e recursos do desktop (apenas com compilação diferente, para ARM, claro). O desktop tradicional não acabou. Barra de tarefas, Explorer (renovado), Paint e Paciência, entre outros, continuarão presentes. Só que a tela de entrada, pelo menos opção default nos tablets, não precisará de nada disso para funcionar. As aplicações para ela serão feitas com base em conceitos da web, sendo apps mais simples (do que as compiladas), voltadas principalmente aos tablets. Mas rodarão também nos desktops.
A ideia principal é que o desktop clássico do Windows rodará como um aplicativo dentro desse sistema. Ao chamá-lo ou precisar de um programa comum, o Explorer é carregado. Isso tem um lado muito positivo: o consumo de memória e recursos de hardware em geral da nova interface será menor do que o do Explorer tradicional. E a Microsoft confirmou que, de fato, o código não será carregado enquanto não for necessário utilizá-lo! Isso deverá agilizar bastante o desempenho do Windows, o que dá mais fôlego ainda para quem não consegue imaginar um Windows rodando em tablets. Além do desempenho há a questão da bateria, portanto o sistema estará bem otimizado para tal. O design proposto vem sendo trabalhado há algum tempo de forma que não comprometa o sistema. Não dá para simplesmente mudarem tudo e perderem a compatibilidade com os programas antigos, acumulados ao longo de praticamente três décadas (considerando o MS-DOS). Por isso as duas interfaces, além da questão de aprendizado e acomodação dos usuários atuais. Na prática elas funcionarão interligadas, sendo fácil alternar entre as mesmas.
O desktop clássico deve ser imaginado como uma extensão ou mesmo um programa na nova interface. Na prática não vai mudar tanto no uso: quem não quiser o novo ambiente poderá simplesmente ficar o tempo todo no clássico, usando os programas "comuns".
Os planos para o Windows 8 vêm sendo discutidos na Microsoft desde 2009, antes mesmo do Windows 7 ser lançado. Ainda é cedo para julgar o sistema já que não há um beta público para testar por enquanto, mas parece que essa mudança dará mesmo certo. Ela abre novos caminhos para o Windows sem perder a compatibilidade com os programas atuais. Afinal, todo mundo sabe que a produtividade em tablets não é a mesma de um desktop para tarefas pesadas. 


Fonte: 
http://www.hardware.com.br/noticias/2011-08/interface-windows8.html